Confusos delírios e incontidos desabafos
É impulsivo. Chega ser impetuoso: meus pensamentos se confundem na busca de uma resposta pelo que sinto.
E o que sinto? É isso que minha alma busca ao sair do corpo e flutuar sem direção...
As palavras ecoam, as vozes se misturam, as cores transformam-se em borros.
Uma vertiginosa e angustiante sensação de incerteza, medo e solidão me acometem.
Está tudo errado - penso. Será que não...? Porque não? Sou eu? É comigo o problema?
Então surge algumas respostas: sim, não, talvez.
Todas tão hipotéticas, irrelevantes e patéticas que se perdem pela simplicidade e invalidam-se pela complexidade.
As vezes, tudo que quero é esconder-me embaixo de uma coberta, sozinho, num canto, em silêncio e no escuro.
E, de repente, ser abraçado por alguém que me notou, sentiu minha falta e entrou ali embaixo comigo para dizer: Hey, eu te vi, senti sua falta. Estarei com você nessa e em outras que precisar.
Há, outras vezes, que quero pegar aquela mesma coberta e fazê-la de capa, como a de um super-herói, e sair por aí, mudando o mundo com o conhecimento, com a cosciência e amor.
É isso: essa utopia, carência, romantismo e idealismo que me consomem. É refletir e pensar, repensar, desconstruir e critizar que me tornam... um perigoso e estranho ser.
Pego-me em meio a devaneios e a tentativa quase asfixiante de refletir sobre minha vida, percepções, desejos e sentimentos, através das palavras, da escrita... Mas tudo se confundo outra vez.
Fecho os olhos para ver se tudo isso termina, tento desesperadamente para de questionar, esquecer as premissas iniciais, mas é tarde demais: meu cosnsciente foi morto pela inconsciência mais presente e menos enigmática que transformei em vilã dentro de mim.
Busco me refugiar em orações, na ansia de apenas crer e sonhar com prudência, comedimento e - se é possível - realismo.Não consigo.
Frustro-me comigo. Frustro-me com alguém, com o outro, com todos e quero, apenas quero, encontrar "o especial" no mundo, e tornar-me amigo dele, tornar-me parte dele.
E me expresso, extravaso em verbos, disperdíço frases, contenho clichês, e não encontro as respostas.
Estarão num livro sagrado? Alguém descobrira e ocultara? Saberei um dia como sentir, amar, sonhar e viver sem me ferir?
Tudo se faz comum, incoerente, pecaminoso e inconstante como eu.
Sorrio por reconhecer ao menos isso: que não sei quem sou, o que quero, serei ou farei para ser feliz, para viver a tal da felicidade plena, mas, soube, ontem, que posso me definir com esta imprecisão: comum, incoerente, pecaminoso e inconstante.
E o silêncio prossegue com a confusão. Impulsivo e impetuoso, como o tempo que me fere, me apressa e abandona-me.
Gabriel Moreira de Santana
É impulsivo. Chega ser impetuoso: meus pensamentos se confundem na busca de uma resposta pelo que sinto.
E o que sinto? É isso que minha alma busca ao sair do corpo e flutuar sem direção...
As palavras ecoam, as vozes se misturam, as cores transformam-se em borros.
Uma vertiginosa e angustiante sensação de incerteza, medo e solidão me acometem.
Está tudo errado - penso. Será que não...? Porque não? Sou eu? É comigo o problema?
Então surge algumas respostas: sim, não, talvez.
Todas tão hipotéticas, irrelevantes e patéticas que se perdem pela simplicidade e invalidam-se pela complexidade.
As vezes, tudo que quero é esconder-me embaixo de uma coberta, sozinho, num canto, em silêncio e no escuro.
E, de repente, ser abraçado por alguém que me notou, sentiu minha falta e entrou ali embaixo comigo para dizer: Hey, eu te vi, senti sua falta. Estarei com você nessa e em outras que precisar.
Há, outras vezes, que quero pegar aquela mesma coberta e fazê-la de capa, como a de um super-herói, e sair por aí, mudando o mundo com o conhecimento, com a cosciência e amor.
É isso: essa utopia, carência, romantismo e idealismo que me consomem. É refletir e pensar, repensar, desconstruir e critizar que me tornam... um perigoso e estranho ser.
Pego-me em meio a devaneios e a tentativa quase asfixiante de refletir sobre minha vida, percepções, desejos e sentimentos, através das palavras, da escrita... Mas tudo se confundo outra vez.
Fecho os olhos para ver se tudo isso termina, tento desesperadamente para de questionar, esquecer as premissas iniciais, mas é tarde demais: meu cosnsciente foi morto pela inconsciência mais presente e menos enigmática que transformei em vilã dentro de mim.
Busco me refugiar em orações, na ansia de apenas crer e sonhar com prudência, comedimento e - se é possível - realismo.Não consigo.
Frustro-me comigo. Frustro-me com alguém, com o outro, com todos e quero, apenas quero, encontrar "o especial" no mundo, e tornar-me amigo dele, tornar-me parte dele.
E me expresso, extravaso em verbos, disperdíço frases, contenho clichês, e não encontro as respostas.
Estarão num livro sagrado? Alguém descobrira e ocultara? Saberei um dia como sentir, amar, sonhar e viver sem me ferir?
Tudo se faz comum, incoerente, pecaminoso e inconstante como eu.
Sorrio por reconhecer ao menos isso: que não sei quem sou, o que quero, serei ou farei para ser feliz, para viver a tal da felicidade plena, mas, soube, ontem, que posso me definir com esta imprecisão: comum, incoerente, pecaminoso e inconstante.
E o silêncio prossegue com a confusão. Impulsivo e impetuoso, como o tempo que me fere, me apressa e abandona-me.