domingo, 13 de abril de 2014

Saudade

Saudade do tempo em que vivíamos a inocência no rosto das crianças,
saudade do tempo em que o amor era verdadeiro, 
saudade do tempo em que o pra sempre realmente existia, 
saudade do tempo que eramos crianças, 
saudade daquele tempo do olhar sincero e do sorriso cativante,
saudade do tempo em que eramos seres humanos racionais
saudade do tempo em que realmente a saudade era real, apenas... saudades!


sábado, 12 de abril de 2014

Livros que li..

Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.
A menina que roubava livros



Oração Celta...



Minha filha...
Que a estrada se abra à sua frente.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
Que um suave acalanto te acompanhe,
onde estiveres.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre
encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira
de momentos secretos contigo mesmo.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas
de tua passagem em cada coração.
Que o canto da maturidade jamais
asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que em teus momentos de solidão e cansaço,
esteja sempre presente em teu coração
a lembrança de que tudo passa e se transforma,
quando a alma é grande e generosa.
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!


Tempo

Os sonhos não envelhecem,
é imperioso vive-los.
Embora não possamos 
conter a efemeridade da vida,
algumas emoções vividas,
podem durar uma eternidade.

Gardenia by Gardenia

Confusos delírios e incontidos desabafos

É impulsivo. Chega ser impetuoso: meus pensamentos se confundem na busca de uma resposta pelo que sinto.

E o que sinto? É isso que minha alma busca ao sair do corpo e flutuar sem direção...

As palavras ecoam, as vozes se misturam, as cores transformam-se em borros.

Uma vertiginosa e angustiante sensação de incerteza, medo e solidão me acometem.

Está tudo errado - penso. Será que não...? Porque não? Sou eu? É comigo o problema?

Então surge algumas respostas: sim, não, talvez.

Todas tão hipotéticas, irrelevantes e patéticas que se perdem pela simplicidade e invalidam-se pela complexidade.

As vezes, tudo que quero é esconder-me embaixo de uma coberta, sozinho, num canto, em silêncio e no escuro.

E, de repente, ser abraçado por alguém que me notou, sentiu minha falta e entrou ali embaixo comigo para dizer: Hey, eu te vi, senti sua falta. Estarei com você nessa e em outras que precisar.

Há, outras vezes, que quero pegar aquela mesma coberta e fazê-la de capa, como a de um super-herói, e sair por aí, mudando o mundo com o conhecimento, com a cosciência e amor.

É isso: essa utopia, carência, romantismo e idealismo que me consomem. É refletir e pensar, repensar, desconstruir e critizar que me tornam... um perigoso e estranho ser.

Pego-me em meio a devaneios e a tentativa quase asfixiante de refletir sobre minha vida, percepções, desejos e sentimentos, através das palavras, da escrita... Mas tudo se confundo outra vez.

Fecho os olhos para ver se tudo isso termina, tento desesperadamente para de questionar, esquecer as premissas iniciais, mas é tarde demais: meu cosnsciente foi morto pela inconsciência mais presente e menos enigmática que transformei em vilã dentro de mim.

Busco me refugiar em orações, na ansia de apenas crer e sonhar com prudência, comedimento e - se é possível - realismo.Não consigo.

Frustro-me comigo. Frustro-me com alguém, com o outro, com todos e quero, apenas quero, encontrar "o especial" no mundo, e tornar-me amigo dele, tornar-me parte dele.

E me expresso, extravaso em verbos, disperdíço frases, contenho clichês, e não encontro as respostas.

Estarão num livro sagrado? Alguém descobrira e ocultara? Saberei um dia como sentir, amar, sonhar e viver sem me ferir?

Tudo se faz comum, incoerente, pecaminoso e inconstante como eu.

Sorrio por reconhecer ao menos isso: que não sei quem sou, o que quero, serei ou farei para ser feliz, para viver a tal da felicidade plena, mas, soube, ontem, que posso me definir com esta imprecisão: comum, incoerente, pecaminoso e inconstante.

E o silêncio prossegue com a confusão. Impulsivo e impetuoso, como o tempo que me fere, me apressa e abandona-me.
Gabriel Moreira de Santana

Saudades


Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector
Me leva daqui
Pra onde lágrimas não existem
Um lugar, que a paz e o amor se fluem
Onde a escuridão é luz
Onde o sol produz, amor e paz
Me leva pra um lugar
Onde os sorrisos se estatualizam
Um lugar de sonhos, De humildade e companheirismo
Me leva daqui
Além do arco Íris, além do céu e mar
Além das nuvens, além do infinito
Pra um lugar sem medo, sem luxo, sem exagero
Onde o por do sol dure o dia inteiro
Me leva daqui
Pra um lugar só com a partida
Um lugar sem volta, sem saída
Um lugar sem despedida
Me leva pro futuro
Pro passado de criança, ou presente da lembrança
Pra uma fortaleza,pra onde eu não cresça
Pra um seguro esconderijo
Pra onde eu te mereça.
Me leva daqui
Pra onde corações são transparentes
Onde gritos de agonia
Se neutralizam, se silenciam
Me leva daqui
Eu não agüento mais viver assim
Em um mundo egoísta,Tão pobre, imundo,
Tão capitalista
Me leva pra o surreal ,Pra o inimaginável,
Pra um lugar real
Onde eu esqueça tudo que vivi
Onde a dor passa
E possa passar tudo que eu sofri.
Me leva daqui
Pra onde estrelas falam
E onde eu possa voar
Onde o mar é doce
Onde o verde floresce
E ninguém pode matar.
Me leva daqui
Pra onde eu viva, e onde há vida,Eu quero fugir.
Me leva daqui
Quem vai me levar?
Não sei mais quando encontrar, eu vou me jogar
Se for num beijo num abraço, ou numa mão estendida
Que me leve pra vida, que me leve daqui.
Ágda Moura
Voa, coração,
A minha força te conduz.
Vara a escuridão,
Vai onde a noite esconde a luz.
Clareia seu caminho e acende seu olhar.
Vai onde a aurora mora e acorda um lindo dia.
Colhe a mais bela flor que alguém já viu nascer
E não se esqueça de trazer força e magia,
O sonho e a fantasia, e a alegria de viver.

Toquinho

"Loucos e Santos"

Escolho meus amigos não pela pele
ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador
e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Escolho meus amigos pela alma
lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, 
quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim:
metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios, que fazem da realidade
sua fonte de aprendizagem, mas lutam
para que a fantasia não desapareça.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam
o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que “normalidade”
é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde - (1854-1900) "Loucos e Santos"

Musica da Vez...


Não guarde mágoa de mim
Também não me esqueça
Talvez não saiba amar
Nem mesmo te mereça
Como as ondas do mar
Sempre vão e vem
Nossos beijos de adeus
Na estação de trem
Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
Que eu quase nem ouço...
Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Em algum lugar
Ainda estamos juntos
Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Prá sempre, prá sempre
Ficaremos juntos...
Não tenha medo de mim
Não importa o que aconteça
Não me tire da sua vida
Nem desapareça
Como as ondas do mar
Sempre vão e vem
Nossos beijos de adeus
Na estação de trem
Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
Que eu quase nem ouço...
Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Prá sempre, prá sempre
Ficaremos juntos
Não guarde mágoa de mim!


Em Algum Lugar No Tempo

Biquini Cavadão

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desabafo...

Eu sei como é se segurar e deixar para chorar só quando ligar o chuveiro, assim ninguém percebe. Eu sei como é refletir sobre a vida antes de dormir e se certificar de que ninguém está ouvindo para começar a soluçar. Eu sei como é sofrer tão dolorosamente que as vezes você precisa fingir que vai ao banheiro, ou beber água, apenas para lavar o rosto e se recompor. Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de que não seja forte o suficiente para segurar as lágrimas quando está em público. Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que se sufoca, até que você cede e chora. Eu sei como é sentar na cama, pegar o travesseiro e chorar tanto, mas tanto, que se surpreende com o rio que terá que esconder da sua família. Acredite, eu sei como é tudo isso…



"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço."


Musica da Vez...

Futuros Amantes

 
Chico Buarque

Não se afobe, não
Que nada é pra já 
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante 
Milênios, milênios
No ar 

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos 


Sábios em vão
Tentarão decifrar 
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização 


Não se afobe, não 
Que nada é pra já 
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá 
Se amarão sem saber 
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Link: http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/futuros-amantes.html#ixzz2vKn6upW4
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury
NADA COMO O TEMPO

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
desconhecido


Desabafo




Há dias em que só queremos uma folga de tudo, 
dar uma pausa na rotina, não ter cobranças,
não sentir saudades, não ter lembranças, 
estar sem horários, não dar explicações.
Há dias em que merecemos respirar
apenas nós mesmos e sentirmos
o prazer de estarmos a sós 
com a nossa mais pura
e verdadeira essência.